Emocionados, curiosos ou decepcionantes, o Campeonato do Mundo fez-se de instantes: confira os dez melhores
1.º - Iniesta para o título. É o momento do Mundial, o instante que as imagens hão-de guardar. O Soccer City já adivinha o terceiro desempate de uma final por penalties quando Iniesta recebe o passe de Fabregas e remata cruzado para golo. O tempo fica suspenso por um instante: fora-de-jogo? Não, não é. Há um novo campeão do Mundo: a Espanha.
2.º - Gyan no fundo do inferno. Último minuto do prolongamento, Gana e Uruguai num nulo. Penalty. O continente africano desce sobre os ombros de Gyan, sonha com a primeira presença numa meia-final e torna-se demasiado pesado. O avançado acusa o nervosismo: atira à barra. O Uruguai vence nos penalties e África deprime-se. É o fim do sonho. É o fim dos Bagana-Bagana.
3.º - Golo de Lampard, sim? Ou não... Matt Upson acabara de reduzir a desvantagem para 2-1 quando Lampard faz o segundo golo: um tiraço que leva a bola à barra e cair dentro da baliza. Capello festeja o empate que relança o jogo, mas o assistente de Jorge Larrionda garante que a bola não entrou. Tudo na mesma, portanto. Inglaterra é eliminada na maior bronca do Mundial.
4.º - Franceses em greve. Domenech acusa Anelka de o insultar e expulsa-o do Mundial. Os jogadores avançam para greve. Evra e o adjunto Robert Duverne quase chegam a vias de facto. A França está transformada num farrapo. Por isso soma duas derrotas e um empate, termina em último lugar do grupo e provoca o sorriso do mundo: a mão de Henry está vingada, sim senhor.
5.º - Cardozo chora, e chora, e chora. Cardozo assume a marcação do penalty que pode arrumar a Espanha, a meia-hora do fim do jogo dos quartos-de-final. Casillas, porém, volta a ser herói, defende o remate e a Espanha vence com um golo de Villa. Logo ali Cardozo caiu ao chão e chorou. Hora e meia depois, com os olhos vermelhos das lágrimas, ainda não acordara do pesadelo.
6.º - Kopunek manda o campeão para casa. A Itália chega ao último jogo da fase de grupos com esperança no apuramento, não começa bem, mas recupera nos minutos finais. Reduz para 2-1 e relança o jogo. Um lançamento lateral, porém, deita tudo a perder: Cannavaro deixa Kopunek fugir e fazer o 3-1 da primeira vez que toca na bola. Esta Itália não é a Itália. Não defende como a Itália.
7.º - Van Bronckorst é nome de míssil. A Cidade do Cabo assistiu ao melhor golo do Mundial. Aos 18 minutos do Holanda-Uruguai, nas meias-finais, van Bronckhorst recebe uma bola de De Zeeuw e a trinta metros da baliza atira um míssil, que bate no poste e entra no ângulo da baliza de um incapaz Muslera. A Holanda lançava-se para a final da forma mais bonita.
8.º - Tevez em fora-de-jogo. O México estava por cima: fechava bem os espaços, não deixava os argentinos jogar e até já atirara à trave, numa bomba de Guardado. Aos 28 minutos, porém, na primeira vez que cria perigo, a Argentina marca: por Tevez, em claro fora-de-jogo. Um golo irregular que lançou a selecção de Maradona para uma vitória tranquila (3-1) e para o apuramento.
9.º - O sonho de Forlán bate na trave. O jogo mais indesejado do Mundial foi também dos mais emocionantes. Duas reviravoltas e uma bola na trave no último instante. Forlán, sempre ele, atira de livre para fazer história, mas os sonhos esbarram no ferro. Forlán falha o terceiro lugar e falha o prémio de melhor marcador. Só não falha o prémio de melhor jogador.
10.º - Goleada portuguesa, com certeza. Perante a frágil Coreia do Norte, depois um empate cinzentão na estreia, Portugal faz história no Mundial. Uma goleada por 7-0 de uma selecção faminta de golos, que se transforma na maior vitória da prova sul-africana e entra no top das dez maiores goleadas de sempre. Um instante de glória, na única vitória da Selecção Nacional no Mundial 2010.











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